6 Questões Que Você Precisa Saber Antes De Escolher Seu Sensor de Nível

Os sensores de nível são de suma importância para a indústria, já que são responsáveis por medir a posição da superfície de um líquido tendo como referência a posição do plano superior da substância medida ou de uma segunda variável.

Devido à grande variedade no mercado, escolher o sensor de nível correto para sua aplicação pode ser uma tarefa difícil. Escolher um sensor de nível inapropriado para a sua necessidade pode gerar problemas na sua indústria e gastos desnecessários. 

Por conta disso, é importante estar atento às principais perguntas que devem ser feitas antes de escolher um Sensor de Nível.

1 – Qual o ambiente em que o Sensor de Nível será aplicado?

Apesar da maioria dos Sensores de Nível ser adaptável para mais de uma condição operacional, é fundamental conhecer o ambiente onde o sensor irá operar, de forma a maximizar o sucesso da aquisição.

Um Sensor de Nível não ideal, aplicado em ambientes adversos, pode gerar gastos e dores de cabeça muito altos.

2 – O Sensor de Nível lidará com altas pressões e temperaturas?

Alguns Sensores de Nível podem suportar altíssimas temperaturas. Já outros, são projetados para operar com máxima confiabilidade sob alta pressão.

Como os limites de operação afetam diretamente a seleção do dispositivo, essa  é uma das primeiras informações que devem permear a sua análise.

3 – Há movimento de produto por agitação ou mistura no seu processo?

Se você utiliza Sensores de Nível com radar ou ultrassom provavelmente terá problemas.

A precisão na medição de nível com esse tipo de tecnologia sofre muito por conta de turbulência no produto. 

Isso porque estes sistemas exigem que um sinal de retorno seja refletido a partir da superfície do produto. E, quando se trata de processos complexos, o sinal pode ser enfraquecido ou não retornado, o que afeta a confiabilidade da medição.

A tecnologia RF Admitância, apesar de não ser ideal para faixas muito longas de medição (100m+), é indicada para realizar a medida em situações onde há agitação e mistura no meio a ser mensurado.

4 – Existe incrustação, pó em suspensão, espuma ou interfaces na sua operação?

A incrustação do produto, pó em suspensão, espuma ou interfaces complexas, podem afetar negativamente a precisão do controle de nível, dependendo do Sensor de Nível escolhido.

Por exemplo, partículas sólidas suspensas podem entupir alguns dispositivos.

A formação de espuma é uma consideração fundamental para a medição, pois alguns processos precisam medir no topo da espuma, enquanto outros precisam medir o nível abaixo da espuma.

Já a incrustação pode ser uma grande dor de cabeça caso a escolha do Sensor de Nível tenha sido inadequada, ocasionando alarmes falsos nos sistemas de nível pontual.

E para finalizar, interfaces complexas, ou seja, características físico-químicas diferentes do produto, podem ser um desafio para a medição de nível.

5 – Já observou problemas anteriormente, como gargalo de produção nos seus processos?

Gargalo de produção é o nome dado aos contratempos que atravancam os processos produtivos de uma determinada planta.

Eles atrapalham a qualidade dos produtos e interferem na produtividade da indústria.

Um gargalo pode surgir em qualquer etapa de um processo industrial, resultando na redução do desempenho da equipe e impactando negativamente os resultados do setor ou até mesmo da empresa como um todo.

Se um Sensor de Nível está sendo afetado por desafios na Medição de Nível, um gargalo de produção pode ser gerado e, consequentemente, um transbordamento. Assim, acidentes ambientais e com trabalhadores podem ser causados.

6 – Você está tendo altos custos por conta dos seus processos?

O custo pode ser considerado um dos maiores fatores que gera dor de cabeça na indústria.

É preciso pensar no custo x benefício na hora de investir em um Sensor de Nível!

Podemos pegar como exemplo dois Sensores de Nível que têm a mesma função, mas com princípios tecnológicos – e preços – diferentes.

O mais barato, que conta com partes móveis feitas de plástico, certamente funciona muito bem para medição de água potável. Agora, experimente utilizá-lo na medição de nível de cal, por exemplo.

O Sensor de Nível até vai funcionar de início, mas com o aumento da coluna de cal, a flexão das partes plásticas começa a comprometer a precisão. Além disso, esse esforço certamente vai fazer com que ele se danifique mais rápido, significando um MTBF (Mean Time Between Failures) muito menor. Isso significa custos de manutenções frequentes, menor vida útil e, portanto, necessidade de substituição rápida.

Por outro lado, um Sensor de Nível com outro princípio, sem partes móveis, com bitola adequada, imune a incrustação ou pó em suspensão, sem dúvida é excessivamente caro para medição de água potável.

Ele, porém, vai ser perfeito para a medição da cal, uma vez que terá longa vida útil, medindo com precisão e dispensará manutenções frequentes.

Conclusão

Tirar todas as dúvidas e se atentar às necessidades da sua empresa é fundamental na hora de escolher o Sensor de Nível correto. 

Uma escolha incorreta pode gerar interrupções nas plantas, transbordamentos e outras consequências graves para os trabalhadores e para o meio ambiente.

Por isso, para garantir a sustentabilidade ambiental e financeira da planta que você trabalha diariamente, é imprescindível estar equipado com instrumentos que forneçam uma medição com alta confiabilidade e precisão.

Além de que, trabalhar com um fabricante confiável gera um alto grau de confiabilidade para a operação como um todo.

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