Medição de Nível Contínuo e Pontual: saiba a diferença

A Medição de Nível é uma das formas de manter o controle de processos na indústria, e ela pode ser feita de forma contínua ou pontual. 

Para ajudar você a diferenciar estes dois tipos e saber qual  instrumento pode ser aplicado em cada fase do processo, continue lendo o post!

O que é Medição de Nível?

Como o próprio nome diz, o Nível é a medida em altura do conteúdo líquido ou sólido de um reservatório. A Medição de Nível possibilita:

  • A avaliação de tanques de armazenamento por meio da Medição de Nível Pontual;
  • O controle dos processos contínuos em que existam volumes líquidos ou sólidos, de acumulação temporária, amortecimento, mistura, resistência etc., mediante Medição de Nível Contínuo.

Mas o que são: Medição de Nível Contínuo e Pontual?

Medição de Nível Contínuo

A Medição de Nível Contínuo mede o nível do produto em tempo real no reservatório. Por exemplo, em diferentes equipamentos industriais, utiliza-se a Cal. 

Com um controle adequado da Medição de Nível Contínuo, o consumo desta matéria prima poderá ser monitorado remotamente e em tempo real pelo fornecedor.

Assim, é possível enviar o produto para etapas seguintes do processo e recomeçar o abastecimento do reservatório no momento em que o nível ideal for atingido. 

Medição de Nível Pontual

A Medição de Nível Pontual indica se tem ou não nível em um reservatório. De forma simplificada, se o produto tocar no sensor, tem nível, se não tocar, não possui.  

Caso o medidor esteja dentro do reservatório, pode ser afetado por desafios, como a incrustação, que podem emitir falsos alarmes mesmo não tendo o nível de produto medido.

Este tipo de medição tem o objetivo de garantir um melhor fluxo de matéria-prima para que sejam evitadas a cavitação de bombas, transbordamentos, paradas de planta não programadas, desperdícios de produtos e todos os problemas gerados por uma má medição.

Quais são os principais desafios da Medição de Nível?

Durantes os processos industriais, algumas irregularidades podem afetar a confiabilidade da Medição de Nível, tornando-se verdadeiros desafios para a realização de uma medição confiável. 

Estas irregularidades na indústria são, em grande parte, um grande desafio, porque não se tratam de problemas por si só, mas de eventos que ocorrem naturalmente nos processos, e que cabe à instrumentação “vencê-los”.

Alguns desses desafios, são:

Incrustação: é aquela camada de produto acumulado que recobre os medidores de nível, comprometendo a eficiência destes equipamentos.

Espuma: gerada em boa parte dos processos contínuos e com muita agitação, também se torna um problema quando impede a medição precisa da grandeza pretendida, já que a espuma pode ser detectada pelo sensor como produto real e assim gerar alarmes falsos.

Temperatura: quando o medidor de nível escolhido é composto por materiais que não são resistentes às altas temperaturas, a medição pode ser totalmente comprometida. A escolha do material adequado é determinada, principalmente, pela temperatura e poder corrosivo do fluido.

Pó em suspensão: é a poeira que está em praticamente todas as indústrias, como a mineração, siderurgia, papel e celulose, química, petroquímica e até mesmo em portos (terminais de embarque de graneleiros). É também considerado um grande desafio da Medição de Nível, já que esse pó em suspensão pode gerar alarme falso no sensor, comprometendo toda a medição.

Interfaces Complexas: são características físico-químicas diferentes dos produtos, e o desafio aqui é medir o nível de duas ou mais substâncias diferentes, tal qual ocorre na indústria petroquímica, por exemplo. São usados sistemas de separação para distinguir as interfaces em fases reaproveitáveis e/ou descartáveis.

Além dos desafios citados, as tecnologias existentes em instrumentação industrial para medição de nível ainda devem lidar com outras condições de processo bastantes severas, como vapor, agitação, abrasão, viscosidade, choque mecânico, arraste, pressão e vácuo.

Para conseguir que o processo seja eficiente, é necessário que a Medição de Nível esteja calibrada e livre de interferências, pois é preciso que a produção transcorra perfeitamente. 

Todos esses desafios podem afetar negativamente a produtividade da planta ao gerar alarmes falsos, transbordamentos e até medições duvidosas. 

Contudo, existem equipamentos no mercado que são imunes a esses desafios. Veja quais são abaixo.

Medição de Nível com Contato e Sem Contato

Em uma medição com contato, parte do sistema de medição tem contato direto com o conteúdo do tanque. A RF-Admitância e os Radares de Onda Guiada são os dois melhores exemplos de tecnologia aplicada à Medição de Nível e que realizam a medição por contato.

Já quando falamos de Medição de Nível sem contato, nenhuma parte do sistema de medição  fica em contato direto com o produto armazenado no tanque. Assim, os principais desafios da Medição de Nível não afetam os resultados na maioria das vezes. Métodos sem contato são os preferidos quando o meio a ser controlado é especialmente abrasivo ou corrosivo.

Em alguns dos casos, verifica-se uma perda de precisão na medição, devido à poeira ou pó em suspensão e ecos falsos na leitura. Mas, o processo de Medição de Nível sem contato, como é feito por equipamentos radiométricos, garantem uma precisão não atingida por nenhum outro tipo de medidor, uma vez que utilizam Tecnologia Atômica.

Qual o melhor instrumento de Medição de Nível disponível no mercado?

Esta pergunta não tem uma resposta exata, uma vez que não existem instrumentos de Medição de Nível universais. O ideal é que você busque empresas que forneçam soluções personalizadas para as suas necessidades, após uma análise minuciosa do seu processo industrial.

Para saber mais, você pode baixar gratuitamente o nosso Guia Definitivo de Medição de Nível para Silos e Tanques Industriais, é só clicar na imagem!

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