Medição de Nível em Tanques na indústria de Alimentos: Saiba Como Garantir a Eficiência e Eliminar Perdas

Material atualizado em 12/01/2021

Quem trabalha na Indústria de Alimentos entende a importância de evitar perdas de produção, seja por transbordamentos, paradas de planta não programadas e alarmes falsos. A melhor forma de garantir excelência industrial é através de uma Medição de Nível feita de forma correta e com instrumentos de qualidade. 

Vamos entender mais sobre o assunto? 

Medição de Nível e as paradas de planta não programadas

Paradas de planta não programadas são consideradas “comuns” para grande parte das indústrias. Entre os fatores que podem gerar essas paradas, estão:

  • Falhas humanas;
  • Aterramento;
  • Má qualidade dos instrumentos de medição;
  • Mau funcionamento dos instrumentos de medição de nível escolhidos. 

Esses fatores acabam gerando alarmes falsos, transbordamentos e imprecisões nas medições de nível, ou seja, mais prejuízo e dor de cabeça para todos os envolvidos na produção. Antigamente, essas intercorrências eram corriqueiras no dia a dia de trabalho, mas com a evolução tecnológica, é possível evitar essas situações e garantir melhor produtividade.

Uma parada não programada de planta não pode ser considerada algo normal. Ela resulta em manutenções não planejadas e gastos extras

Além das paradas de planta não programadas e o alarme falso gerado pelo medidor, a confiabilidade dessa medição também fica prejudicada, gerando riscos de não conformidades.

Quais são os principais desafios da Medição de Nível?

Durante os processos industriais, algumas intercorrências afetam a confiabilidade dessa medição, tornando-se um verdadeiro desafio para a realização de uma medição confiável. Essas intercorrências devem ser chamadas de desafios, porque não se tratam de problemas por si só, mas de eventos que ocorrem naturalmente nos processos e cabe à instrumentação “vencer” esse desafio.

Incrustação: camada de produto acumulado que recobre os tanques de armazenamento e os medidores de nível, comprometendo a eficiência dos equipamentos.

Espuma: gerada em boa parte dos processos contínuos, também se torna um problema quando impede a medição precisa da grandeza pretendida.

Temperatura: quando o medidor de nível escolhido é composto por materiais que não são resistentes a altas temperaturas, a medição é comprometida. A escolha do material adequado é determinada, principalmente, pela temperatura e poder corrosivo do fluido.

Pó em suspensão: poeira que está em praticamente todas as indústrias, como a mineração, a siderurgia, o papel e a celulose, a química, a petroquímica e até mesmo em portos (terminais de embarque de graneleiros).

Interfaces complexas: características físico-químicas diferentes dos produtos. O desafio é medir o nível de duas ou mais substâncias diferentes, tal qual ocorre na indústria petroquímica, por exemplo. São usados sistemas de separação para distinguir as interfaces em fases reaproveitáveis e/ou descartáveis.

Além dos desafios citados, as tecnologias existentes em instrumentação industrial para medição de nível ainda devem lidar com outras condições de processo bastante severas, como vapor, agitação, abrasão, viscosidade, choque mecânico, arraste, pressão e vácuo.

Para conseguir que o processo seja eficiente, é necessário que a medição de nível esteja calibrada e livre de interferências. Todos esses desafios afetam negativamente a produtividade da planta ao gerar alarmes falsos, transbordamentos e até medições duvidosas.

Desafios e instrumentos ideais para a medição de nível

Dizemos sempre que não existe instrumento de medição que seja universal e funcione para todos os processos. É preciso que eles sejam analisados – e é aí que a escolha de fornecedores e fabricantes com experiência faz toda a diferença – para que a solução ideal seja encontrada.

Na indústria alimentícia, os principais desafios que afetam a medição de nível em tanques são a agitação, o vapor e a incrustação de produto no instrumento dela. 

Nos processos de dissolução de polióis, por exemplo, podemos identificar esses desafios como causadores da imprecisão na medição de nível.

Um exemplo de instrumento não ideal para esse processo é o radar de pulso, que é afetado por incrustação causada pelo vapor nas antenas, gerando interferência na medição e pela agitação que também atrapalha o controle contínuo.

Já um exemplo de instrumento que poderia fornecer uma medição confiável é o  transmissor de nível com a tecnologia RF-Admitância, de elevada sensibilidade, revestido em PTFE, capaz de ignorar completamente a incrustação e realizar uma medição contínua e precisa. Esse tipo de transmissor ainda conta com um tempo de resposta rápido, capaz de responder adequadamente às variações de produto no processo, garantindo um controle de nível contínuo e confiável!

Conclusão

Graças às tecnologias de Automação e Instrumentação, hoje é possível garantir uma produção mais rápida, segura e otimizada nas indústrias, mas é necessário que as empresas enxerguem as ferramentas certas e a medição de nível como aliadas à sua produtividade. 

Através dos instrumentos ideais e serviços de controle, o meio industrial elimina perdas, colabora com o meio ambiente, zela pela saúde dos profissionais e aumenta sua eficiência. 

Chegou o momento de dar um upgrade na operação em que você trabalha! Converse com o seu superior, contribua trazendo ideias baseadas em estudos, mostre exemplos e busque um fabricante que esteja alinhado aos valores e objetivos da empresa para ajudar no processo de atualização industrial. 

Fique sempre ligado em nosso blog e nas redes sociais para entender cada vez mais sobre o assunto.